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Dia Internacional da Saúde Feminina - 28 de maio


No dia 28 de maio celebra-se o Dia Internacional da Saúde Feminina. Este dia comemora-se formalmente desde 1984 e teve como principal causa subjacente, a morte materna que transversalmente, em todo o mundo, se fazia sentir. As sociedades, a ciência e tecnologia evoluíram, mas ainda há muito para se fazer. Continuam a persistir situações de desigualdade, de discriminação, entre outras.

Heis alguns dados sobre 
os quais vale a pena refletir...

  • As mulheres têm maior taxa de enfermidade do que os homens  
  • As mulheres vivem mais do que os homens 
  • As mulheres consultam mais o médico do que os homens 
  • Os homens têm 4 vezes mais probabilidade de cometer suicídio do que as mulheres 
  • As mulheres têm maior probabilidade de sofrer de depressão do que os homens 
  • Existem mais mulheres incapacitadas do que homens 


Fontes
- http://www.educationforum.co.uk/Health/genderhealth.htm

Sugestão de consulta:

EDUCAÇÃO PARA A SAÚDE. A SUA CONTEXTUALIZAÇÃO.

O Projecto Escola Saudável (PES) é um promotor da educação para a saúde em contexto escolar, que está inserido no Agrupamento de Escolas do Concelho de Campo Maior. A educação para a saúde, num sentido lato, sempre se realizou nas escolas. Foi contudo, nos últimos 5/6 anos que este conceito de educação para a saúde em contexto escolar ficou mais estruturado e ganhou maior relevo. Isto, apesar de alguns planos estratégicos e iniciativas (algumas das quais, inclusivamente divulgadas) não terem passado do papel por variadíssimas causas, que vão desde a vontade política/individual/colectiva à muito e já habitual falta de verbas e de recursos (quer humanos, quer materiais). Os principais organismos governamentais envolvidos nesta temática (Ministérios da Saúde e da Educação) celebraram protocolos, que ratificaram e enveredaram esforços e estratégias comuns, num trabalho conjunto.

Para uma contextualização actual de como é encarada a educação para a saúde em termos institucionais, é possível a consulta de um dossiê organizado pelos principais itens no portal da Educação, no seguinte endereço electrónico: http://www.min-edu.pt/index.php?s=white&pid=722#i . 

Além da leitura já sugerida, também é aconselhável aos interessados a consulta da legislação relacionada com o tema (videhttp://legislacao.min-edu.pt/np4/142) e a exploração do sítio da Direcção geral de Inovação e Desenvolvimento Curricular, na secção de educação para a saúde (videhttp://www.dgidc.min-edu.pt/educacaosaude/).

Sugestões de consulta:

Leituras de Verão para "estender" ao resto do ano - O Jornal do Centro de Saúde

 Existe uma oferta crescente de informação e publicações sobre a temática da saúde, quer em formato de papel, quer em formato digital. 

A população, de forma geral, está mais receptiva a campanhas de sensibilização e a leituras regulares neste âmbito quando determinadas circunstâncias especiais estão reunidas, como por exemplo, o caso de doença do próprio ou de alguém próximo, de morte, de nascimento, entre outros casos. No início do Verão, é habitual uma maior procura de informação sobre hábitos alimentares (entenda-se dietas de emagrecimento) e práticas desportivas, que se justifica pela "preocupação sazonal" de apresentar "um corpo em forma" para as actividades veraneantes. Mas é fundamental não haver uma restrição destes hábitos às épocas em que as referidas circunstâncias surgem, sendo aconselhável que se tornem práticas regulares.

O Projecto Escola Saudável do Agrupamento de Escolas de Campo Maior (PES) sugere como fonte de informação sobre as várias temáticas específicas no âmbito da saúde, o Jornal do Centro de Saúde. Esta publicação tem uma periodicidade mensal na versão impressa, mas pode ser consultado online, na sua página electrónica, apresentando além de uma versão digital da versão em papel, uma alargada abrangência de temas, bem como, destaques actualizados. É uma boa sugestão de leitura para o Verão que se deve estender ao resto do ano.

Visite o Jornal do Centro de Saúde em: http://www.jornaldocentrodesaude.pt/Jcs/default.asp

Notícia do Jornal Público - Divulgado estudo epidemiológico - Rotavírus

Divulgado estudo epidemiológico

Direcção-Geral da Saúde vai avaliar comparticipação de vacina contra Rotavírus
06.03.2010 - 15:18 Por Andrea Cunha Freitas - Jornal Público in: http://www.publico.pt/Sociedade/direccaogeral-da-saude--vai-avaliar-comparticipacao-de-vacina-contra-rotavirus_1425857

Apesar de admitir que não se trata de uma "questão de emergência", Francisco George considerou que a comparticipação da vacina para o Rotavírus deverá ser alvo de "uma reflexão mais aprofundada". O director-geral da Saúde conheceu hoje os resultados do primeiro estudo multicêntrico nacional sobre esta patologia e adiantou que o documento será analisado pela Comissão Técnica de Vacinação da DGS.

Mais de um quarto das crianças atendidas nos serviços de urgência de dez hospitais portugueses com sintomas de gastrenterite apresentavam uma infecção por rotavírus. Esta é uma das principais conclusões do estudo apresentado ontem pela Sociedade Portuguesa de Pediatria (SPP), que decorreu entre Outubro de 2008 e Setembro de 2009. O trabalho envolveu 1886 crianças e quis avaliar a prevalência de Gastrenterite Aguda (GEA) por Rotavírus em crianças com idade menor de 5 anos. As duas vacinas actualmente disponíveis no mercado contra este vírus não são comparticipadas e envolvem custos que variam entre os 80 e 60 euros por dose, estando prevista duas ou três doses para garantir mais eficácia da imunização.

O resultado do estudo reforça a recomendação da Sociedade Portuguesa de Pediatria que em Fevereiro do ano passado já pediu formalmente que fosse considerada a comparticipação das vacinas para o Rotavírus licenciadas para uso na Europa. O presidente da SPP, Luís Januário, reafirma o apoio nesta recomendação, acrescentando apenas que defende a "vacinação universal" e que a sociedade "não fará lobby de vacinas". À saída do encontro de especialistas, que se realizou no Porto, o director-geral de Saúde reconheceu que os dados novos divulgados ontem serão apreciados pela Comissão Técnica de Vacinação da DGS. "Serão equacionados num quadro de reflexão. Vamos trabalhar e analisar. Não são questões de emergência, não temos aqui uma luta contra o tempo", referiu. Reconhecendo a importância desta patologia, Francisco George sublinhou que "em termos de mortalidade não é um problema em Portugal", ao contrário do que se verifica noutros países.
Os especialistas que elaboraram o estudo notam que a diarreia (um dos sintomas da GEA) é uma segunda principal causa das idas de crianças às urgências [a primeira causa será a constipação] e que a vacina é capaz de garantir uma protecção próxima dos 100 por cento para as manifestações mais graves desta patologia. O estudo confirma ainda o carácter "sazonal" desta infecção, demonstrando que a GEA por rotavírus foi mais frequente entre Janeiro e Abril, registando-se o pico em Abril com 48,5 por cento dos casos concentrados neste mês. Nota-se ainda que as mais novas são mais vulneráveis, verificando-se que 74 por cento das situações de gastrenterite por rotavírus foram diagnosticadas em crianças com menos de dois anos.
Por outro lado, Fernanda Rodrigues, uma das autoras do estudo e especialista no Hospital Pediátrico de Coimbra, revela ainda que a GEA assume maior gravidade quando é provocada pelo rotavírus, encontrando-se mais frequentemente febre, vómitos, perda de peso e sinais de desidratação. No que se refere à necessidade de internamento, o estudo realça que 23,5 por cento das crianças infectadas pelo rotavírus foram internadas. Nos casos de uma gastrenterite sem infecção deste vírus, apenas 11,9 por cento das crianças tiveram necessidade de internamento.
Os autores do estudo, que foi organizado também pela Sociedade de Infecciologia Pediátrica e Secção de Gastrenterologia e Nutrição Pediátrica, sublinham a necessidade de criar um sistema de vigilância epidemiológica desta patologia com a realização de mais estudos no futuro. "É obrigatório vigiar", avisa Luís Januário.
O rotavírus é uma causa frequente de diarreia aguda e vómitos em bebés e crianças pequenas. Não existe nenhum tratamento para esta infecção, recorrendo-se apenas a estratégias de controlo dos sintomas e das suas consequências. A mais importante medida é garantir a hidratação.