Peditório Nacional da Liga Portuguesa Contra o Cancro

O Projeto Escola Saudável do Agrupamento de Escolas de Campo Maior (PES) associa-se na divulgação da realização do peditório nacional da Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC), que se realizará em vários locais, através de voluntários, até à próxima 3.ª feira (dia 1 de Novembro), assinalando o término das várias iniciativas que esta associação desenvolveu durante este mês de outubro, dedicado à luta contra o cancro da mama (que ainda continua a matar, em média, 3 mulheres portuguesas por dia). Também poderá efetuar o seu donativo através de transferência bancária, ou através de um contributo simbólico por via telefónica (uma chamada contra o cancro). Estas modalidades estão presentes nas imagens. 
Os fundos angariados anualmente permitem à LPCC cumprir os seus objetivos e são a garantia de continuidade dos diversos projetos, como: apoio ao doente oncológico e familiares, promoção da educação para a saúde do público, rastreio do cancro da mama (através do Programa Nacional de Rastreio da LPCC), cuidados paliativos e/ou domiciliários, apoio psico-emocional, investigação científica e formação de profissionais de saúde.

"A solidariedade social para com os doentes com cancro e suas famílias é uma orientação estratégica prioritária da Liga Portuguesa Contra o Cancro. Seja também solidário e contribua para o Peditório Anual da Liga Portuguesa Contra o Cancro", apela Carlos de Oliveira, Presidente da LPCC. 

 O peditório decorre em todo o País, estando a sua organização a cargo dos despectivos Núcleos Regionais da LPCC (Norte, Centro, Sul, Açores e Madeira). Os Voluntários estarão em locais distintos, como centros comerciais, igrejas, cemitérios, supermercados e ruas de comércio tradicional. As pessoas que optarem por entregar o seu donativo por via bancária podem fazer o despectivo depósito na conta cujo número de identificação bancária (NIB) é o seguinte: 0033 0000 0004 2091774 62. 
No ano em que assinala o 70º aniversário, a Liga Portuguesa Contra o Cancro tem promovido, de Norte a Sul do país, várias catividades socioculturais, científicas, de divulgação e angariação de fundos. A Liga Portuguesa Contra o Cancro é uma associação cultural e de serviço social, privada, declarada de utilidade pública, que promove a prevenção primária e secundária do cancro, o apoio social e a humanização da assistência ao doente oncológico e a formação e investigação em oncologia. O financiamento das suas atividades e programas tem como base o Peditório Nacional. 



Linha Cancro: 808 255 255
linhacancro@ligacontracancro.pt  
(Horário: 2ª a 6ª (dias úteis) das 09h às 18h)

A COMEMORAÇÃO DO DIA MUNDIAL DA ALIMENTAÇÃO NO AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE CAMPO MAIOR

O Projeto Escola Saudável (PES) e a Biblioteca da Escola Secundária (BE) do Agrupamento de Escolas do Concelho de Campo Maior desenvolveram na passada 2.ª feira atividades conjuntas alusivas à comemoração do DIA MUNDIAL DA ALIMENTAÇÃO, que se assinalou na véspera. É fundamental promover, cada vez mais cedo, o desenvolvimento de uma correta educação alimentar de forma a combatermos o flagelo da obesidade infantil que ameaça tomar proporções muito grandes nos próximos anos, apresentando já valores muito significativos. Por este motivo, este ano, as ações centraram-se em alunos do 1.º ciclo de ensino básico e também numa turma do pré-escolar, que representam idades muito vulneráveis à publicidade agressiva que apela ao consumo exagerado de alimentos muito calóricos, ricos em açúcares e gorduras.

Estas pequenas campanhas de sensibilização inserem-se numa perspetiva de prevenção primária, com intervenção em pequenos grupos de crianças, que são um importante veículo para fazer chegar a mensagem aos mais velhos, pais e educadores. No fundo, trabalham-se simultaneamente, crianças e família.

A equipa do PES e a coordenadora da BE visitaram a Escola Básica 1 da Cooperativa e a Escola Básica 1/JI de Degolados, onde desenvolveram atividades com os jovens alunos, integradas na comemoração do Dia Mundial da Alimentação e no Mês Internacional das Bibliotecas. Os alunos foram muito participativos e mostraram-se muito sensibilizados para o tema, quer na pequena sessão informativa sobre as regras para uma alimentação saudável e para uma correta utilização da nova roda dos alimentos (alimentação completa, equilibrada e variada), quer no jogo interativo que se seguiu, onde foram construíndo em conjunto uma RODA DOS ALIMENTOS gigante, aproveitando para se reverem os assuntos mais relevantes. No momento do "conto da alimentação saudável" também estiveram muito atentos, absorvendo todos os deliciosos pormenores das histórias que ouviram, que tinham como tema subjacente a alimentação.

Foi um dia enriquecedor para todos como demonstram as imagens:








SABER COMER PARA VIVER MELHOR!

O lema do Dia Mundial da Alimentação deste ano é "Preços da alimentação - da crise à estabilidade”, aludindo às possíveis consequências que podem advir da atual crise económica em termos de saúde alimentar, bem como, a algumas soluções que poderão ser desenvolvidas de forma a minimizar esta grave problemática.

Siga-nos no facebookNestes dias dedicados à temática da alimentação, o Projeto Escola Saudável do Agrupamento de Escolas de campo Maior partilhou várias ligações interessantes, dedicadas a esta temática, na sua página oficial do Facebook. Procure-nos nesta rede social e siga com regularidade as novidades e informações que partilhamos e disponibilizamos a toda a comunidade.
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Publicações anteriores sobre alimentação
Saber utilizar a roda dos alimentos
http://www.dgs.pt/default.aspx?cn=5518554061236154AAAAAAAA

Para saber mais sobre alimentação: 

Revista Proteste (para associados da DECO): 

Calendário nacional de frutas e legumes: 
http://www.deco.proteste.pt/alimentos/fruta-e-legumes-na-epoca-ideal-s565941.htm


Blogue da Biblioteca da Escola Secundária de Campo Maior:
http://biblioteca-escm.blogspot.com/


REGRAS PARA UMA ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL
  • Tome sempre o pequeno-almoço! 
  • Evite estar mais de 3 horas e meia sem comer. 
  • Diminua o consumo de sal! 
  • Evite ingerir açúcar e produtos açucarados. 
  • Aumente o seu consumo de hortaliças e legumes! 
  • Aumente o seu consumo de fruta!  
  • Consuma de preferência peixe e carnes magras (ex.: aves ou coelho). 
  • Beba água simples em abundância ao longo do dia! 
  • Se consumir bebidas alcoólicas, faça-o com moderação 
  • Reduza o seu consumo total de gordura, em especial da gordura saturada, existente principalmente em produtos de origem animal. 
  • Prefira métodos de culinária simples, saudáveis e saborosos, tais como: estufados, cozidos e grelhados! 
  • Não utilize gorduras que foram sobreaquecidas ou óleos queimados. 
  • Privilegie sempre o consumo do azeite.
  Saber Comer é Saber Viver!

DIA MUNDIAL DA ALIMENTAÇÃO – 16 DE OUTUBRO DE 2011

 O Projeto Escola Saudável do Agrupamento de Escolas do Concelho de Campo Maior (PES) vai comemorar, como tem sido hábito, mais um Dia Mundial da Alimentação, que se assinala a 16 de Outubro. Neste dia, irá desenvolver atividades com alguns alunos de 1.º ciclo de ensino básico e que posteriormente serão dadas a conhecer neste espaço. 


Escolheu-se para dia mundial da alimentação o dia da criação da fundação da organização das Nações Unidas para a alimentação e a agricultura (FAO), tendo sido instituído em 1979 e começando-se a celebrar de forma oficial apenas em 1981. 

Os objetivos gerais do dia mundial da alimentação são: 
  • Alertar para a necessidade da produção alimentar e reforçar a necessidade de parcerias a vários níveis; 
  • Alertar para a problemática da fome, pobreza e desnutrição no mundo; 
  • Reforçar a cooperação económica e técnica entre países em desenvolvimento; 
  • Promover a transferência de tecnologias para os países em desenvolvimento; 
  • Encorajar a participação da população rural, na tomada de decisões que influenciem as suas condições de vida. 

A fome continua a ser uma realidade no séc. XXI
O tema central deste ano é "Preços da alimentação - da crise à estabilidade”, o que é um reflexo da importância que a atual crise económica tem na vida das populações e como tal se pode refletir ao nível das suas necessidades básicas, como é o caso da alimentação. Em tempos de crise, além da fome, também os erros alimentares se sucedem. Por exemplo, nos países desenvolvidos a obesidade (nomeadamente, a obesidade infantil) tende a aumentar e associa-se, em regra, a classes sociais baixas, quer pela questão educacional e cultural, quer pelo facto dos alimentos ricos em açúcares e gorduras serem normalmente mais baratos. 


Teste Saúde - Edição nº 093 - Outubro 2011As escolas e educadores têm um papel fundamental nesta área e na sensibilização para práticas alimentares saudáveis. Estudo recente da DECO, publicado na sua revista Proteste (edição 093 de outubro de 2011), garante a segurança alimentar e o respeito pelas normas de uma alimentação saudável e equilibrada na generalidade dos refeitórios escolares. Os pontos fortes assinalados neste estudo comparativo da DECO são a boa nota atribuída à variedade e equilíbrio das ementas, sendo os mais negativos e os que são alvo de maiores reclamações pelos alunos, a temperatura da comida e a disciplina no refeitório, que normalmente é muito barulhento. Futuramente, será apresentada uma reflexão sobre este estudo no nosso blogue.

O Projeto Escola saudável relembra também os recursos disponibilizados na plataforma Moodle sobre nutrição e alimentação. 

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Publicações anteriores sobre alimentação

Para saber mais sobre alimentação: 

Revista Proteste (para associados da DECO): 

Calendário nacional de frutas e legumes: 
http://www.deco.proteste.pt/alimentos/fruta-e-legumes-na-epoca-ideal-s565941.htm

A educação sexual nas escolas

O ano letivo 2011/2012 está no seu início, os professores e alunos estão a conhecer-se, na sua forma de trabalharem em conjunto e harmonia, perspetivando um processo ensino-aprendizagem que inclua o desenvolvimento integral do aluno. Este desenvolvimento integral inclui, obviamente, também a educação para a saúde nas suas variadas vertentes, das quais, a educação sexual é um dos exemplos.

A educação sexual nas escolas foi estabelecida formalmente através da Lei 60/2009, de 6 de Agosto (vide: http://legislacao.min-edu.pt/np4/np3content/?newsId=4096&fileName=lei_60_2009.pdf) e regulamentada pela Portaria n.º 196-A/2010, de 9 de Abril (vide: http://legislacao.min-edu.pt/np4/np3content/?newsId=4728&fileName=portaria_196A_2010.pdf). Neste normativo legal, dá-se relevo ao desenvolvimento dos respetivos conteúdos no quadro das áreas curriculares não disciplinares, o que agora ao nível do 3.º ciclo, se torna mais restritivo com a eliminação do Estudo Acompanhado e da Área-Projeto, restando a Formação Cívica, que aliás tem um papel fulcral contemplado no ponto 2 do Artigo 3.º da Portaria n.º 196-A/2010. A transversalidade da educação sexual é mencionada e reforçada várias vezes nos referidos diplomas, salientando-se a necessidade de ser completada pelas diferentes áreas disciplinares. A educação sexual deverá estar também presente no Projeto Educativo do Agrupamento.

As cargas horárias mínimas destinadas a esta temática são de 6 horas para o 1.º e 2.º Ciclo e de 12 horas para o 3.º Ciclo e Secundário e os objetivos mínimos devem contemplar os seguintes conteúdos:

No 1.º ciclo (1.º ao 4.º anos)
·         Noção de corpo;
·         O corpo em harmonia com a Natureza e o seu ambiente social e cultural;
·         Noção de família;
·         Diferenças entre rapazes e raparigas;
·         Proteção do corpo e noção dos limites, dizendo não às aproximações abusivas.

2.º ano
Para além das rubricas incluídas nos programas de meio físico, o professor deve esclarecer os alunos sobre questões e dúvidas que surjam naturalmente, respondendo de forma simples e clara.

3.º e 4.º anos
Para além das rubricas incluídas nos programas de meio físico, o professor poderá desenvolver temas que levem os alunos a compreender a necessidade de proteger o próprio corpo, de se defender de eventuais aproximações abusivas, aconselhando que, caso se deparem com dúvidas ou problemas de identidade de género, se sintam no direito de pedir ajuda às pessoas em quem confiam na família ou na escola.

No 2.º ciclo (5.º e 6.º anos)
·         Puberdade — aspetos biológicos e emocionais;
·         O corpo em transformação;
·         Caracteres sexuais secundários;
·         Normalidade, importância e frequência das suas variantes biopsicológicas;
·         Diversidade e respeito;
·         Sexualidade e género;
·         Reprodução humana e crescimento; contraceção e planeamento familiar;
·         Compreensão do ciclo menstrual e ovulatório;
·         Prevenção dos maus tratos e das aproximações abusivas;
·         Dimensão ética da sexualidade humana.

No 3.º ciclo (7.º ao 9.º anos)
·         Dimensão ética da sexualidade humana:
·         Compreensão da sexualidade como uma das componentes mais sensíveis da pessoa, no contexto de um projeto de vida que integre valores (por exemplo: adectos, ternura, crescimento e maturidade emocional, capacidade de lidar com frustrações, compromissos, abstinência voluntária) e uma dimensão ética;
·         Compreensão da fisiologia geral da reprodução humana;
·         Compreensão do ciclo menstrual e ovulatório;
·         Compreensão do uso e acessibilidade dos métodos contracetivos e, sumariamente, dos seus mecanismos de Acão e tolerância (efeitos secundários);
·         Compreensão da epidemiologia das principais IST em Portugal e no mundo (incluindo infeção por VIH/vírus da imunodeficiência humana — HPV2/vírus do papiloma humano — e suas consequências) bem como os métodos de prevenção. Saber como se protege o seu próprio corpo, prevenindo a violência e o abuso físico e sexual e comportamentos sexuais de risco, dizendo não a pressões
·         emocionais e sexuais;
·         Conhecimento das taxas e tendências de maternidade e da paternidade na adolescência e compreensão do despectivo significado;
·         Conhecimento das taxas e tendências das interrupções voluntárias de gravidez, suas sequelas e despectivo significado;
·         Compreensão da noção de parentalidade no quadro de uma saúde sexual e reprodutiva saudável e responsável;
·         Prevenção dos maus tratos e das aproximações abusivas

No Ensino secundário
Compreensão ética da sexualidade humana.

Sem prejuízo dos conteúdos já enunciados no 3.º ciclo, sempre que se entenda necessário, devem retomar -se temas previamente abordados, pois a experiência demonstra vantagens de se voltar a abordá-los com alunos que, nesta fase de estudos, poderão eventualmente já ter iniciado a
vida sexual ativa. A abordagem deve ser acompanhada por uma reflexão sobre atitudes e comportamentos dos adolescentes na atualidade:

Compreensão e determinação do ciclo menstrual em geral, com particular atenção à identificação, quando possível, do período ovulatório, em função das características dos ciclos menstruais.

Informação estatística, por exemplo sobre:
·         Idade de início das relações sexuais, em Portugal e na UE;
·         Taxas de gravidez e aborto em Portugal;
·         Métodos contracetivos disponíveis e utilizados; segurança proporcionada por diferentes métodos; motivos que impedem o uso de métodos adequados;
·         Consequências físicas, psicológicas e sociais da maternidade e da paternidade de gravidez na adolescência e do aborto;
·         Doenças e infeções sexualmente transmissíveis (como infeção por VIH e HPV) e suas consequências;
·         Prevenção de doenças sexualmente transmissíveis;
·         Prevenção dos maus tratos e das aproximações abusivas.


O Projeto Escola Saudável do Agrupamento de Escolas de Campo Maior (PES) tem dedicado especial atenção à educação sexual em meio escolar, promovendo várias atividades destinadas a diferentes públicos-alvo, no seio da coordenação que desenvolve em articulação com os diretores de turma em relação aos respetivos projetos, quer disponibilizando diversos recursos, quer através do blogue, quer através da plataforma moodle. Recorrendo à etiqueta educação sexual da barra lateral direita e à etiqueta recursos, surgirão as várias publicações referentes à temática da sexualidade e a propostas de recursos a aplicar.

A exemplo dos anos anteriores¸ ao longo deste ano letivo o PES continuará a sua missão de promoção da saúde em meio escolar, disponibilizando-se e contando também com a colaboração de toda a comunidade educativa.


(Texto escrito ao abrigo do acordo ortográfico)

De volta às aulas!

O PES está de volta às aulas, desejando a toda a comunidade educativa um  
 saudável ano
escolar 2011/2012!

Siga as novidades do PES através do blogue e da sua página Facebook

31 de Agosto - Dia Internacional da Solidariedade

A sociedade enfrenta uma crise de identidade, em que o egoísmo e individualismo ameaçam o espírito de grupo e a vertente social, pelo que a palavra SOLIDARIEDADE, ganha uma importância redobrada, pela necessidade que tem de crescer em todos nós. O Projecto Escola Saudável de Campo Maior (PES) apela, na comemoração deste Dia Internacional da Solidariedade, que esta esteja realmente presente em toda a comunidade, nas suas inúmeras vertentes, não só hoje, mas sempre.


DIA INTERNACIONAL DA SOLIDARIEDADE 
- 31 DE AGOSTO -

TODOS JUNTOS POR UM FUTURO MELHOR!

Prémio Europeu de Prevenção da Criminalidade. Tema "Desporto, Ciência e Arte na Prevenção do Crime entre Crianças e Jovens". Candidaturas até 15 de Setembro


Prémio Europeu de Prevenção da CriminalidadeO Prémio Europeu de Prevenção da Criminalidade, organizado pela Direcção-Geral de Administração Interna (DGAI), representante nacional na Rede Europeia de Prevenção da Criminalidade (REPC), dirige-se a todas as entidades interessadas em apresentar uma candidatura.

Subordinado ao tema "Desporto, Ciência e Arte na Prevenção do Crime entre Crianças e Jovens", o prémio visa obter exemplos divulgáveis na prevenção e no combate da criminalidade e da delinquência que ameaça as crianças e os jovens.

As candidaturas devem ser submetidas à DGAI até 15 de Setembro, através do preenchimento de um questionário em inglês.

A DGAI selecciona o projecto vencedor a nível nacional e submete-o à REPC até 15 de Outubro. O Prémio é entregue durante a realização da Conferência Anual de Boas Práticas da REPC.

Consulte aqui mais informações ou em www.dgai.mai.gov.pt.

Fontehttp://www.drealentejo.pt/default.asp?action=news&idnews=2070

Crianças e adolescentes dormem pouco. Quais as verdadeiras consequências?


O Projecto Escola Saudável (PES), bem como, a generalidade dos profissionais de educação e de saúde, tem plena consciência dos maus hábitos de sono de uma "larga franja" da população, que se estende também à população escolar, nomeadamente, a crianças e jovens. As consequências físicas e psicológicas de dormir pouco são sobejamente conhecidas, mas continuam a ser consideradas, erradamente, um problema menor.

Recentemente, o jornal público  divulgou os resultados de um estudo nacional sobre os hábitos de sono das crianças e adolescentes e implicações associadas, que o PES publica na íntegra neste espaço.


Artigo do público:

«Inquéritos realizados em várias escolas portuguesas comprovam taxas de sonolência excessiva em mais de 50 por cento dos estudantes, o que contribui para várias doenças e para o insucesso escolar.



Dorme-se pouco, porque se tem problemas e tem-se problemas, porque se dorme pouco. Um ciclo vicioso que é necessário interromper em nome de uma vida mais saudável, defendem a médica neurologista Teresa Paiva e a professora universitária de Psicologia Helena Rebelo Pinto.

Cada vez há mais gente que as procura nos seus consultórios com queixas de perturbações do sono, um problema que atinge uma população cada vez mais jovem. Um grande número de crianças e de adolescentes portugueses só dorme metade do que precisa, revelam os inquéritos que Teresa Paiva e Helena Rebelo Pinto realizaram recentemente em escolas de Lisboa e de Soure. "Estudos recentes comprovam taxas de sonolência excessiva em mais de 50 por cento dos estudantes, o que tem um impacto evidentemente negativo no sucesso escolar", diz a neurologista.Especialmente em época de férias é comum encontrar jovens que adoptam uma rotina de sono trocada em relação ao dia e à noite. Saem e divertem-se até de madrugada, deitam-se de manhã, dormem até meio da tarde e "acordam" já de noite para voltarem a deitar-se de madrugada. Mesmo em tempo de aulas, embora reduzam este ritmo, a tendência para deitar tarde e levantar cedo e portanto dormir pouco mantém-se entre grande número de crianças e de jovens portugueses. Uma prática que pode ser "altamente prejudicial", alerta Teresa Paiva. "As crianças que dormem menos do que precisam têm um risco aumentado de hipertensão arterial, de diabetes, de insucesso escolar, de depressão e de insónia", explica, chamando a atenção para a gravidade da situação, já que se trata de "doenças crónicas que são problemas para toda a vida". Dormir menos do que se precisa "afecta ainda a aquisição de conhecimentos abstractos" e traduz-se no insucesso escolar e nas dificuldades em relação à aprendizagem da Matemática, o que já se tornou num "problema nacional". Mesmo que os jovens que trocam o dia pela noite acabem por dormir o mesmo número de horas, esse sono "não tem qualidade", afirma a médica. "Dormem fora da fase do sono, portanto o sono nunca tem tanta qualidade e sabe-se que, para além da depressão e da obesidade, o dormir assim tem um risco aumentado de cancro". Está provado como a luz "tem importância para a saúde", nota Teresa Paiva. E, explicando o benefício de dormir de noite, lembra que "as primeiras células que existiram aprenderam a multiplicar-se de noite e não de dia" e que "são as hormonas [muitas das quais são produzidas exclusivamente quando estamos a dormir] que facilitam a divisão celular". Também é de noite que "há mais interacções entre os neurónios nas várias fases do sono". "Não somos nem ratos nem morcegos, não somos feitos para andar a dormir de dia", nota a neurologista, referindo que "temos relógios no organismo" e que "tudo se passa de forma muito padronizada, tanto durante a noite, como durante o dia relativamente aos horários alimentares e às produções hormonais". O grande problema é que muitos adolescentes com estes hábitos recusam mudar. "Quando lhes fazemos uma proposta diferente, não querem, porque todo o seu esquema de relações sociais está montado para a noite e de outra forma perdem o círculo social que conhecem", explica aquela médica.

Verifica-se sempre uma grande resistência à alteração de hábitos. "Quando dizemos que uma criança de dez anos deve dormir dez horas e que os mais novos devem dormir muito mais, muitos pais deitam as mãos à cabeça", conta Helena Rebelo Pinto, defendendo que os hábitos de sono fazem parte de "uma aprendizagem que vem desde a mais tenra idade". A experiência mostra "como os pais sofrem, quando as crianças dormem mal e quantas práticas erradas têm para tentar que as crianças durmam bem", diz. Refere a importância de que "os pais tenham informações sobre o que se passa com o sono dos filhos", o que frequentemente não se verifica: "Muitos pais acham que as crianças têm de dormir o mesmo tempo do que eles e ir para a cama ao mesmo tempo que eles."Na sua opinião, há na sociedade portuguesa "uma cultura de desvalorização do sono e um desconhecimento e conjunto de ideias erradas acerca do sono". 

Atentas ao surgimento precoce de problemas do sono, Teresa Paiva e Helena Rebelo Pinto lançaram no último ano lectivo o projecto Sono-Escolas, que envolveu mais de cem estabelecimentos escolares em todo o país. 

Divulgar os conhecimentos básicos sobre o sono e a sua relação com a saúde, sensibilizar as crianças e os jovens para a importância de dormir bem e adquirir bons hábitos de sono e preparar os agentes educativos para uma intervenção eficaz na melhoria do sono das crianças e dos adolescentes são os principais objectivos deste projecto, que prosseguirá durante o próximo ano lectivo, já com um trabalho integrado num concelho cuja identificação as autoras preferem ainda não revelar. A investigação consistirá num "estudo epidemiológico do sono naquele concelho em determinados anos de escolaridade, junto de uma amostra representativa dos estudantes", esclarece Helena Rebelo Pinto. A partir desse estudo, o projecto inclui também a "formação dos professores que vão trabalhar directamente com os alunos".

No âmbito deste projecto, a neurologista e a professora de Psicologia já escreveram três livros sobre o sono destinados a crianças de várias faixas etárias: Dormir É Bom, Dormir Faz Bem, para crianças dos três aos cinco anos; O Meu Amigo, o Sono, para crianças dos oito aos 12 anos e Os Mistérios do Sono para adolescentes dos 13 aos 18 anos.

Maus hábitos
Para Teresa Paiva, o problema do "encurtamento do tempo de sono" é "específico de Portugal" e está relacionado com os "maus hábitos" dos portugueses no mercado de trabalho e no interior das famílias. Há uma cultura que "incentiva as pessoas a não dormir": o Facebook "onde as pessoas ficam até tarde, os anúncios dos telemóveis que apelam às noites de insónia em que as mensagens são mais baratas".
Em Portugal as pessoas deitam-se a horas muito tardias e começam os seus horários muito cedo
"Muitas pessoas vão para a cama à uma da manhã, quando têm de se levantar às sete, e isso é uma coisa catastrófica", considera. "As pessoas com perturbações crónicas de sono não se apercebem que não vêem o mundo nitidamente. É como uma pessoa que não usa óculos e que é míope. Eles são míopes, vêem tudo baço." 

"Em Portugal as pessoas deitam-se a horas muito tardias e começam os seus horários muito cedo. Trabalham 50, 60, 70 horas por semana. As crianças estão na escola das oito da manhã até às seis e sete da tarde. Têm horários de trabalho equivalentes a um adulto. E isso é um problema nacional, que não levou o país a lado nenhum. Toda a gente andou a trabalhar para enriquecer e o que hoje sabemos é que estamos cada vez mais pobres", diz Teresa Paiva, considerando que "é verdadeiramente catastrófico" o facto de haver crianças muito pequenas a irem para a cama às dez da noite, que é a hora a que os pais chegam a casa. "Esta criança, quando tiver sete, oito anos, vai para a cama à meia-noite, uma da manhã, e, quando for adolescente, vai às quatro, cinco, seis da manhã", prevê. Avisa que "o que se passa com o resvalar dos horários é exactamente o que se passa com a obesidade: a partir de certa altura o aumento de peso torna-se irreversível".Há quem diga que o costume de deitar tarde também está relacionado com o ameno clima do Sul da Europa, mas a médica neurologista rebate essa ideia. "Tem a ver com a organização social, não com o clima." E sublinha: "Somos os mais deprimidos da União Europeia, somos os que estamos mais descontentes com o Governo, estamos sempre insatisfeitos e a taxa de suicídio em Portugal é muito alta. A taxa de doenças psiquiátricas e de consumo de tranquilizantes é elevadíssima. Não andamos mentalmente bem. Esta noção tem de ser passada."

Vida que não deixa dormir
Um estudo publicado no início deste ano por investigadores da London School of Economics and Political Science conclui que as pessoas que se deitam cedo são menos inteligentes do que as prolongam a sua actividade durante a noite, o que é visto com alguma reserva por Teresa Paiva. "Quando se analisa as horas a que essas pessoas vão para a cama, verifica-se que vão para a cama à uma, no máximo, às duas da manhã", o que "não tem nada a ver com as pessoas que se deitam às seis ou às sete", nota. Essas pessoas, diz a médica, "com muita dificuldade revertem [o comportamento]". 

Recentemente uma mulher jovem, com uma profissão liberal, procurou Teresa Paiva no seu consultório. "Estava muito angustiada porque tinha muita dificuldade em dormir e, por isso - dizia-me - a vida estava a correr-lhe mal no trabalho e em casa. Se dormisse, tudo melhoraria, estava certa", conta a médica. "Como quer dormir bem com essa vida?", perguntei-lhe. "É que muitas pessoas pensam que se dormirem a sua vida melhora, mas não percebem que a vida que levam não as deixa dormir...E que os custos para a sociedade e as consequências na família vão ser enormes. O preço a pagar é como os juros da dívida", diz a médica neurologista. E adverte: "As pessoas que têm de trabalhar muito também têm de ter imensas regras: alimentares, de exercício e de sono, [de forma a conseguirem um equilíbrio saudável]." 

Helena Rebelo Pinto critica o facto de muitas crianças e adolescentes não terem qualquer educação relativamente ao sono, a par da "educação musical, sexual, física e ambiental". Para esta professora de Psicologia, a informação relativamente ao sono "não pode ser encarada separadamente dos outros aspectos da vida das pessoas". Os hábitos de vida das famílias portuguesas estão "profundamente marcados por esta tendência que grassou em Portugal nas últimas décadas de um consumismo muito alargado não apenas a bens materiais, mas também a oportunidades". A partir de determinada altura, toda a gente passou a ter "direito a ter tudo, de ir a tudo". "Desenvolveu-se uma cultura de grande avidez de aproveitamento das oportunidades e de consumo e é nesta cultura que os adolescentes estão a viver e a crescer", refere. "Vivem pressionados por uma série de actividades. Estão na escola, depois vão para o Inglês, depois vão para a equitação, para a música e toda a vida deles se passa num turbilhão e num frenesim." E este ritmo, assegura, "é incompatível com um sono descansado". Certo tipo de atitudes, estilos de vida, hábitos, excesso de competição provocam "múltiplas agressões" e têm necessariamente uma influência negativa no sono, alerta Helena Rebelo Pinto. "As pessoas vão para a cama e não conseguem desligar, depois dormem mal, queixam-se de mal-estar durante o dia e culpam o mau sono disso." Por outro lado, explica a professora de Psicologia, "convencem-se de que, se tratarem o sono, conseguem resolver todos os problemas, de preferência com uma pastilha mágica". 

A primeira prevenção dos hábitos errados de sono "é feita na família e passa por uma informação correcta acerca das características do sono", considera esta professora. Passa por aprender as boas práticas de sono, a regularidade dos horários e a importância da tranquilidade à hora de dormir, diz. "Não é nada comum ter um ambiente calmo à hora de deitar nas nossas famílias...", observa. "Janta-se muito tarde, aproveita-se para discutir todos os problemas, para ralhar com os meninos que têm más notas... já para não falar nos problemas de natureza emocional e afectiva que há em grande parte das famílias e vêm muito ao cimo à noite", critica Helena Rebelo Pinto. "Temos muitas crianças no início da adolescência que não conseguem dormir, porque estão preocupadas com a situação emocional dos pais ou dos avós" e isso, por vezes, "não emerge com situações de irritabilidade ou agressividade, como acontece na escola, mas manifesta-se por tristeza ou por depressão", nota. 

Apesar da influência dos maus hábitos nos problemas do sono, é, contudo, "importante saber que há mesmo doenças do sono, muitas das quais surgem na adolescência", diz Teresa Paiva. "Algumas matam", alerta.»