Colheita de sangue e registo de potenciais dadores de medula óssea (24 de Março 2010)

O Projecto ”Escola Saudável” (PES), da Escola Secundária de Campo Maior, sensibilizado, desde o início da sua existência, para a importância da dádiva de sangue, e dando continuidade à muito positiva colaboração com o Serviço de Sangue do Hospital de Sta. Luzia, promoveu mais uma colheita de sangue. A colheita deste precioso líquido, a segunda este ano lectivo, decorreu nas instalações da Escola Secundária de Campo Maior, na passada quarta-feira, dia 24 de Março. A primeira das colheitas teve lugar no dia 29 de Outubro de 2009 e, tal como esta, contou com a presença do Dr. Diego Cruz, do Serviço de Sangue do Hospital de Sta. Luzia, e de uma Brigada dos Serviços de Imunohemoterapia vinda de Évora, formada por quatro Enfermeiras. Todavia, a acção de dia 24 de Março teve um cariz especial, pois paralelamente à colheita de sangue ocorreu, também, o registo, de potenciais dadores, na base de dados de dadores de medula óssea.

No final da acção, os técnicos presentes mostraram-se muito satisfeitos, não só com as condições físicas que tiveram à sua disposição, mas também com o número de dadores benévolos de sangue que acorreram às instalações da Escola Secundária de Campo Maior.

Antes da partida do Dr. Diego Cruz e da Brigada oriunda de Évora, a equipa do PES teve ainda oportunidade de agendar, com os responsáveis em Campo Maior, uma nova colheita de sangue e/ou registo na base de dados de dadores de medula óssea para o início do novo ano lectivo (Setembro ou Outubro de 2010).





Todos os cidadãos saudáveis, maiores de 18 e menores de 65 anos podem salvar vidas.

Não se esqueça! Se puder seja dador benévolo de sangue.

Estudo sobre infeccção do Papiloma Vírus Humano. Previna-se.

Estudo Cleopatre revela

In: http://saude.sapo.pt/artigos/mulher/ver.html?id=1050187

Papiloma Vírus Humano afecta uma em cada cinco mulheres em Portugal.

É um vírus silencioso, raramente dá sintomas e pode afectar qualquer mulher. Chama-se Papiloma Vírus Humano (HPV) e foi objecto de estudo, muito recentemente, com o objectivo de avaliar a prevalência global e estratificada por idades da infecção nas mulheres em Portugal e avaliar a prevalência da infecção por HPV segundo os resultados da citologia (normal e anormal) nessas mulheres. Conheça os dados do estudo Cleopatre e as melhores formas de prevenção das patologias provocadas por este vírus.

O primeiro estudo nacional epidemiológico transversal da infecção por HPV (Papiloma Vírus Humano), denominado Cleopatre, foi apresentado recentemente na Reunião da Sociedade Portuguesa de Ginecologia (SPG), realizada na Curia. O estudo, coordenado cientificamente pelo Prof. Doutor Carlos Oliveira, veio demonstrar que a infecção por HPV é muito prevalecente no nosso país, uma vez que uma em cada cinco mulheres portuguesas já foi infectada por esse vírus. Este estudo, promovido pelo Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge, foi realizado durante cerca de um ano, entre Fevereiro de 2008 e Março de 2009, com a inclusão de mais de 2300 mulheres com idades entre os 18 e os 64 anos, em dez centros de investigação distribuídos pelas cinco regiões de saúde de Portugal Continental.

A prevalência global de HPV nas mulheres incluídas no estudo foi de 19,4%. Entre as mulheres HPV positivas, foi identificado um tipo de HPV de alto risco (tipo de HPV com risco de originar cancro) em 68% dos casos. O estudo confirma ainda que o tipo de vírus mais prevalecente é um tipo de HPV de alto risco, o HPV 16.

Observou-se que as mulheres entre os 20 e os 24 anos são as mais afectadas pelas infecções por HPV, sendo que a prevalência da infecção nesta faixa etária é de 28,8%. No entanto, o vírus mostrou infectar mulheres de todas as idades, mesmo as de grupos etários mais elevados, nomeadamente as mulheres entre os 40 e os 49 anos, com uma prevalência de cerca de 10%. Na opinião do Dr. Fernando Mota, secretário-geral da SPG (Sociedade Portuguesa de Ginecologia), assistente hospitalar dos Hospitais da Universidade de Coimbra e Professor da Faculdade de Medicina de Coimbra, “estes números são bem conhecidos a nível europeu e mundial. São sobreponíveis aos que têm sido publicados para outras populações. No entanto, este estudo tem a grande vantagem de reflectir a realidade portuguesa que não era conhecida até à data”.

A nível internacional, tem sido demonstrado que a incidência da infecção por HPV atinge também sobretudo mulheres mais velhas. “Isto significa que a mesma não atinge apenas mulheres jovens mas ocorre também em mulheres até aos 65 anos de idade, o que tem implicações no que respeita às vacinas que se encontram no mercado, daí o alargamento do prazo da tetravalente dos 26 até aos 45 anos”, afirma Carlos Oliveira.

Este estudo permitiu ainda verificar que a infecção por HPV é maior em mulheres com mais do que um parceiro sexual. “Existe ainda um número limitado de mulheres estrangeiras, sobretudo africanas, com uma incidência de HPV maior.”

PREVINA O CANCRO DO CÓLO DO ÚTERO!
VACINE-SE CONTRA O PAPILOMA VÍRUS HUMANO!

Dia Mundial da Tuberculose

Hoje, 24 de Março, assinala-se o Dia Mundial da Tuberculose para assinalar a luta contra esta doença infecciosa, que ainda mata cerca 4 500 pessoas por dia no mundo. Em Portugal, apesar dos indicadores mostrarem que o número de infectados notificados apresenta um ligeiro decréscimo (menos 8% no último ano), os valores globais ainda estão muito longe do que se deseja.  Portugal é um dos países da União Europeia com maior incidência de tuberculose e aquele, onde esta doença aparece em maior número associada à Sida. A Europa e a África são os continentes mais preocupantes neste flagelo.

Jorge Sampaio, enviado especial da ONU para a luta contra a Tuberculose, destaca a diminuição da doença, mas lembra que os números ainda colocam Portugal entre os países de incidência intermédia. O ex-Presidente da República pede mais recursos e melhor coordenação na luta contra a doença.

A tuberculose continua a ser um problema de saúde pública e que exige redobrada atenção pelo facto de continuar a transmitir-se entre pessoas sem factores de risco.

Mais informações sobre tuberculose e doenças respiratórias em:

http://www.min-saude.pt/portal/conteudos/a+saude+em+portugal/noticias/relatorio+tuberculose.htm
http://www.min-saude.pt/NR/rdonlyres/8B5396AB-E7B3-4B81-A368-F2B5F7E28F95/0/RelatorioTuberculoseDGS.pdf
http://www.antdr.org/html/00_main.htm

HOJE... COLHEITA DE SANGUE EM CAMPO MAIOR (ESCM)


COMPAREÇA E TRAGA UM AMIGO(A)!
AJUDE A SALVAR VIDAS.

E é já na quarta-feira... 24 de Março. Colheita de Sangue e registo de dadores de medula óssea


VAMOS TODOS DAR SANGUE NO DIA 24 DE MARÇO.

O Projecto Escola Saudável da Secundária de Campo Maior, em articulação com os Serviços de Sangue e Imunohemoterapia dos Hospitais de Elvas e de Évora, vai desenvolver mais uma campanha de recolha de sangue, desta vez, complementada com o registo na base de dados de dadores de medula óssea para aqueles que quiserem ter também este tão nobre gesto.

Durante toda a manhã da próxima quarta-feira, dia 24 de Março, no laboratório 3 da Escola Secundária de Campo Maior, proceder-se-á à colheita de dádivas benévolas de sangue e serão recolhidas amostras para potenciais dadores de medula óssea.

Relembramos a muito recente carência de sangue nos hospitais portugueses, que estiveram à beira da ruptura de stocks, o que inviabilizou intervenções cirúrgicas e forçou a um apelo nacional do Instituto Português do Sangue e outras entidades.


Juntamente com esta iniciativa, também serão recolhidas amostras de sangue de potenciais dadores de medula óssea, que quem sabe... poderão salvar alguém, em qualquer parte do mundo que esteja a aguardar um transplante de um dador compatível para continuar a viver. Estas amostras serão depois enviadas para que, depois de devidamente analisadas,  fiquem registados os dados na Base Internacional de Dadores de Medula Óssea.

Estes simples gestos podem salvar vidas. Nós avivámos o caso do jovem Matias (no http://apcl.staging.sapo.pt/PresentationLayer/testemunhos_01.aspx?testemunhoid=34 ), cujo apelo, bem como outras histórias de vida, umas com final feliz, outras nem tanto... está na Associação Portuguesa Contra a Leucemia. Todos nós, podemos ter um papel activo na escolha dos finais destas histórias.


COMPAREÇA! AJUDE A SALVAR VIDAS!
DÊ SANGUE.
SEJA DADOR DE MEDULA ÓSSEA.

QUARTA-FEIRA, 24 DE MARÇO, ESPERAMOS POR SI!

DIA MUNDIAL DO RIM

O Dia Mundial do Rim tem como uma das suas funções chamar a atenção para as doenças nefrológicas (dos rins), nomeadamente, para a doença renal crónica, que tem vindo a aumentar em todo o mundo e constitui um problema grave de saúde pública.
Este dia assinala-se sempre na segunda quinta-feira do mês de Março, que este ano é hoje, dia 11.
Alguns factores que estão a prevalecer muito na sociedade actual, como são a diabetes e a obesidade, surgem como factores potenciadores das doenças renais, podendo levar a doenças incapacitantes (falência renal), obrigando a hemodiálise e sendo em casos extremos, fatais.
No site da Sociedade Portuguesa de Nefrologia é possível consultar informações detalhadas e importantes.



É possível fazer prevenção e fazer um diagnóstico precoce da doença renal.
 INFORME-SE.

Notícia do Jornal Público - Divulgado estudo epidemiológico - Rotavírus

Divulgado estudo epidemiológico

Direcção-Geral da Saúde vai avaliar comparticipação de vacina contra Rotavírus
06.03.2010 - 15:18 Por Andrea Cunha Freitas - Jornal Público in: http://www.publico.pt/Sociedade/direccaogeral-da-saude--vai-avaliar-comparticipacao-de-vacina-contra-rotavirus_1425857

Apesar de admitir que não se trata de uma "questão de emergência", Francisco George considerou que a comparticipação da vacina para o Rotavírus deverá ser alvo de "uma reflexão mais aprofundada". O director-geral da Saúde conheceu hoje os resultados do primeiro estudo multicêntrico nacional sobre esta patologia e adiantou que o documento será analisado pela Comissão Técnica de Vacinação da DGS.

Mais de um quarto das crianças atendidas nos serviços de urgência de dez hospitais portugueses com sintomas de gastrenterite apresentavam uma infecção por rotavírus. Esta é uma das principais conclusões do estudo apresentado ontem pela Sociedade Portuguesa de Pediatria (SPP), que decorreu entre Outubro de 2008 e Setembro de 2009. O trabalho envolveu 1886 crianças e quis avaliar a prevalência de Gastrenterite Aguda (GEA) por Rotavírus em crianças com idade menor de 5 anos. As duas vacinas actualmente disponíveis no mercado contra este vírus não são comparticipadas e envolvem custos que variam entre os 80 e 60 euros por dose, estando prevista duas ou três doses para garantir mais eficácia da imunização.

O resultado do estudo reforça a recomendação da Sociedade Portuguesa de Pediatria que em Fevereiro do ano passado já pediu formalmente que fosse considerada a comparticipação das vacinas para o Rotavírus licenciadas para uso na Europa. O presidente da SPP, Luís Januário, reafirma o apoio nesta recomendação, acrescentando apenas que defende a "vacinação universal" e que a sociedade "não fará lobby de vacinas". À saída do encontro de especialistas, que se realizou no Porto, o director-geral de Saúde reconheceu que os dados novos divulgados ontem serão apreciados pela Comissão Técnica de Vacinação da DGS. "Serão equacionados num quadro de reflexão. Vamos trabalhar e analisar. Não são questões de emergência, não temos aqui uma luta contra o tempo", referiu. Reconhecendo a importância desta patologia, Francisco George sublinhou que "em termos de mortalidade não é um problema em Portugal", ao contrário do que se verifica noutros países.
Os especialistas que elaboraram o estudo notam que a diarreia (um dos sintomas da GEA) é uma segunda principal causa das idas de crianças às urgências [a primeira causa será a constipação] e que a vacina é capaz de garantir uma protecção próxima dos 100 por cento para as manifestações mais graves desta patologia. O estudo confirma ainda o carácter "sazonal" desta infecção, demonstrando que a GEA por rotavírus foi mais frequente entre Janeiro e Abril, registando-se o pico em Abril com 48,5 por cento dos casos concentrados neste mês. Nota-se ainda que as mais novas são mais vulneráveis, verificando-se que 74 por cento das situações de gastrenterite por rotavírus foram diagnosticadas em crianças com menos de dois anos.
Por outro lado, Fernanda Rodrigues, uma das autoras do estudo e especialista no Hospital Pediátrico de Coimbra, revela ainda que a GEA assume maior gravidade quando é provocada pelo rotavírus, encontrando-se mais frequentemente febre, vómitos, perda de peso e sinais de desidratação. No que se refere à necessidade de internamento, o estudo realça que 23,5 por cento das crianças infectadas pelo rotavírus foram internadas. Nos casos de uma gastrenterite sem infecção deste vírus, apenas 11,9 por cento das crianças tiveram necessidade de internamento.
Os autores do estudo, que foi organizado também pela Sociedade de Infecciologia Pediátrica e Secção de Gastrenterologia e Nutrição Pediátrica, sublinham a necessidade de criar um sistema de vigilância epidemiológica desta patologia com a realização de mais estudos no futuro. "É obrigatório vigiar", avisa Luís Januário.
O rotavírus é uma causa frequente de diarreia aguda e vómitos em bebés e crianças pequenas. Não existe nenhum tratamento para esta infecção, recorrendo-se apenas a estratégias de controlo dos sintomas e das suas consequências. A mais importante medida é garantir a hidratação.

Bullying terá levado a morte em Mirandela!

Esta semana, um acontecimento triste marca todas as escolas do país. Um jovem de Mirandela, ter-se-á suicidado, atirando-se ao rio Tua, por ser vítima sistemática de bullying, que é um fenómeno horrível, pouco abordado, mas que infelizmente, é uma realidade crescente e presente nas nossas escolas e na sociedade, de uma forma geral. Ele existe, não devemos escondê-lo... devemos combatê-lo!

O Projecto Escola Saudável (PES) da Secundária de Campo Maior não fica indiferente a esta situação e deixa aqui expresso todo o nosso pesar para com a família do Leandro e toda a comunidade educativa de Mirandela, bem como, toda a nossa revolta e manifestação contra o Bullying.

No Portal da Juventude (in: http://juventude.gov.pt/Portal/SaudeSexualidadeJuvenil/TemaMes/98_bullying.htmexiste uma caracterização bastante completa, que embora seja do conhecimento geral de todos, convém recordar para que fiquemos mais atentos e comecemos a ter um papel mais interventivo:

O BULLYING...

O bullying é um comportamento que se caracteriza pela ameaça ou agressão.
O bullying é um comportamento que se caracteriza pela ameaça ou agressão (psicológica ou verbal) de forma intencional e repetida e que ocorre sem motivação evidente.

Este comportamento é praticado por um sujeito (designado de bully - valentão) ou por um grupo de sujeitos, com o objectivo de intimidar ou agredir outro sujeito ou grupo de sujeitos. É perpetado por crianças ou jovens que têm, por qualquer motivo, mais força e poder que a vítima.

A escola é um dos lugares onde o bullying é praticado com frequência, uma vez que neste espaço convivem diariamente crianças e/ou adolescentes. Pode ocorrer dentro ou fora da escola, em zonas onde a supervisão adulta é mínima ou inexistente e não está restrito a nenhum tipo específico de instituição: primária ou secundária, pública ou privada, rural ou urbana.

O bullying é um problema grave que acontece todos os dias, um pouco por todo o mundo, e que pode levar a vítima à depressão, à perda de auto-estima e, em último caso, ao suicídio conhecido por "bullycide".

Caracterização do bullying
O bullying divide-se em duas categorias:

Bullying directo - é a forma mais comum entre os agressores (bullies) masculinos;

Bullying indirecto - conhecido como agressão social, é a forma mais comum em bullies do sexo feminino e crianças pequenas, caracterizada por forçar a vítima ao isolamento social.

Este isolamento é obtido através de várias técnicas (espalhar comentários; intimidar outros que desejam relacionar-se com a vítima; criticar o seu modo de vestir, a sua etnia ou religião, incapacidades…).

Existem 5 tipos de actores co-implicados no bullying:

1.Agressor – pretende obter força, poder e domínio; ter fama e popularidade na escola amedrontando os outros;
2.Vítima;
3.Defenders – alunos que defendem as vítimas e são contra o bullying;
4.Bystanders – alunos que presenciam a situação e reforçam positivamente a acção do agressor;
5.Outsiders – alunos que não se manifestam nem de forma positiva nem de forma negativa perante o bullying.

A potencial vítima pode ser uma criança ou um jovem que apresente determinada característica que a torne um alvo fácil, como por exemplo, ser mais gorda/magra, gaguejar, usar óculos... Os pais e educadores devem estar atentos a possíveis sinais (fobia à escola, baixo rendimento, depressão, baixa auto-estima, etc.) que possam surgir por parte dos filhos ou alunos. O bullying não deve ser confundido com as brincadeiras que normalmente acontecem na infância e adolescência.

Técnicas de bullying
Os bullies combinam a intimidação e a humilhação para atormentar os outros. Por exemplo:

  • Roubar e/ou danificar objectos pessoais de uma pessoa, como livros ou material escolar, roupas…
  • Espalhar rumores e comentários negativos sobre a vítima (trocar e passar mensagens ou bilhetes falando mal da pessoa em causa);
  • Fazer com que a vítima faça o que ela não quer, ameaçando-a;
  • Fazer comentários negativos sobre a família da pessoa, sobre a sua aparência pessoal, orientação sexual, religião, raça, nível de vida, nacionalidade…
  • Levar a vítima ao isolamento social;
  • Praticar o cyberbullying (criar páginas falsas sobre a vítima em variados sites);
  • Fazer chantagem;
  • Utilizar expressões ameaçadoras;
  • Chamar nomes aos colegas;
  • Agredir física e/ou verbalmente colegas, de forma sistemática e prolongada no tempo;
  • "Fazer chacota" (cochichar) continuamente sobre a vítima;
  • Tirar bens aos colegas (dinheiro, objectos pessoais...).
Efeitos do bullying
Quando praticado de forma persistente pode ter um ou vários efeitos no sujeito e/ou no ambiente onde ocorre.

Efeitos sobre o sujeito:
  • Ansiedade Sensibilidade a determinadas brincadeiras;
  • Perda de auto-estima;
  •  Tristeza e irritação;
  • Medo de expressar emoções;
  • Problemas de relacionamento;
  • Abuso de drogas e álcool;
  • Auto-mutilação e mesmo suicídio (bullycídio)
Efeitos no ambiente escolar:
  • Níveis elevados de abstinência escolar;
  • Alta rotatividade do quadro de pessoal;
  • Desrespeito pelos professores;N
  • Número de faltas elevado;
  • Porte de arma por parte de crianças com o objectivo de se protegerem
Quais são as consequências do Bullying sobre o ambiente escolar?
Quando não existe uma intervenção efectiva contra o bullying, o ambiente escolar torna-se problemático. Todos os intervenientes no espaço escolar são (sem excepção) afectados de forma negativa, passando a experimentar sentimentos de ansiedade e medo que poderão desencadear outros ainda mais graves para a sociedade, como o abandono escolar, doenças psicossociais...

Para a eliminação da violência na escola, devem ser criadas e tomadas as medidas necessárias por parte das entidades responsáveis. Quando são bem aplicadas e é envolvida toda a comunidade escolar, contribuem para o convívio saudável e equilibrado, ou seja, para a formação de uma cultura de não-violência na escola, e de uma forma mais geral, na sociedade.

Para saber mais:
www.bullyingescola.com/
http://www.violencia.online.pt/
http://www.dgsaude.pt/
http://www.bullyonline.org/
http://www.childline.org.uk/
http://www.stopbullyingnow.com/
http://www.psicologia.org.br/
http://juventude.gov.pt/Portal/SaudeSexualidadeJuvenil/TemaMes/98_bullying.htm

DEVEMOS HONRAR O LEANDRO...
 COMBATENDO O BULLYING... SEMPRE!

Respostas ao Baú de questões da ESCM

O Projecto Escola Saudável (PES) da Secundária de Campo Maior tem um espaço de pergunta/resposta no bufete da nossa escola, chamado "BAÚ DE QUESTÕES", que se destina a todos aqueles que têm dúvidas sobre os mais variados temas, mas têm vergonha de colocar as questões.
No blogue, também serão publicadas as respostas ou serão explorados os temas que foram mais abordados no baú de questões, para que possam ser lidos por um universo maior de pessoas.

Aqui vos deixamos o primeiro conjunto de respostas do nosso BAÚ. Até às próximas respostas...


Fevereiro: O Amor e os Afectos

A gravidez na adolescência
Na adolescência surge o “primeiro amor”, pois há uma necessidade de amar e ser amado. Nesta etapa da vida há necessidade de novas descobertas, curiosidades e por isso pode surgir a gravidez. Sabe-se que o número de adolescentes grávidas aumenta cada ano. Pode acontecer, numa noite, duas pessoas conhecem-se, e desejam ter relações sexuais, mas nenhuma tem contraceptivos. Nesta situação, quase metade dos jovens portugueses arriscaria uma relação desprotegida.” (in Visão, 14 de Março de 2002).
Na sociedade em que hoje se vive, os pais não têm tempo para falar com os filhos. Por isso, a falta de diálogo entre pais e filhos de assuntos considerados “delicados” fazem com que aumente as gravidezes, porque não basta apenas dizer ao adolescente que use preservativo, é preciso também esclarecer sobre as consequências possíveis.
É necessário que estes casos nos alertem e que façam com que a gravidez na adolescência diminua. Pois as coisas menos boas não acontecem só aos outros.
Assim, se se aumentar as informações dentro das escolas, através das aulas vai servir para que não haja tantas gravidezes na adolescência, visto que este assunto está cheio de tabus e preconceitos. A gravidez na adolescência tornou-se um grande problema, pois muitas adolescentes que engravidam não querem ser mães, o que favorece o aparecimento de um outro problema – o aborto.

O suicídio na adolescência
Muitas vezes, o adolescente deprimido pode tentar o suicídio. Faz isso de forma franca ou velada. De forma velada, age de maneira inconsciente, envolvendo-se em atitudes completamente imprudentes, acidentes de automóvel, uso progressivo de drogas e álcool, ingestão de comprimidos perigosos, uso de armas de fogo….
Actualmente, a segunda principal causa de morte entre jovens de 15 a 19 anos é o suicídio. O índice do suicídio entre pessoas jovens triplicou nos últimos 30 anos.
Quando uma pessoa fala a respeito de cometer o suicídio, ao contrário do que pensamos, a coisa mais importante a fazer é levá-la a sério. As pessoas que falam em suicídio podem estar de facto a pensar em praticá-lo e, sendo jovens ou não, a maioria dos que tentam o suicídio dão sempre uma espécie de “aviso” sobre as suas intenções.
Os principais sinais de advertência para o risco de transtorno de humor que, eventualmente, pode resultar em suicídio são as mudanças acentuadas de personalidade, mudanças acentuadas de aparência, alterações nos padrões de sono, alteração nos hábitos alimentares, prejuízo no rendimento escolar, falar sobre morte ou suicídio, provocar ferimentos em si próprio, pânico ou ansiedade, distribuir objectos pessoais.
Entre adolescentes com alto risco de suicídio, muitos tomam a trágica decisão após uma situação de grande tensão, como por exemplo, o rompimento de um relacionamento, um fracasso escolar ou profissional ou uma discussão importante com os pais. A incidência de êxito entre adolescentes que realmente tentam pôr fim à própria vida é maior entre o sexo masculino do que no sexo feminino.
Os adolescentes vulneráveis ao suicídio dividem-se em três grupos. O primeiro, são os adolescentes com sintomas clássicos de depressão, tais como a tristeza e desespero. Em segundo, são os perfeccionistas que estabelecem para si mesmos padrões de desempenho muito altos. E em terceiro, são os jovens que expressam a sua depressão com comportamentos agressivos ou atitudes de se expor a situações de risco, uso de drogas e confrontos com autoridades.
A depressão neste grupo pode ser particularmente difícil de detectar, uma vez que estes jovens tendem negar quaisquer sentimentos de depressão. Esta é uma situação particularmente perigosa porque este é o tipo de adolescente que mais provavelmente será bem sucedido na sua tentativa de cometer suicídio.


O amor na adolescência
A adolescência transforma tudo: agora sentimo-nos com forças para mudar o mundo. A adolescência chega
sem pedir autorização e esta nova fase da vida é uma constante descoberta: de nós e do outro, que nos proporciona novas experiências e sensações nunca antes sentidas. Afinal na adolescência tudo muda: muda o corpo, mudam as conversas e o tempo com os pais, mudam as relações e os afectos na família e não só, mudam os interesses. Temos agora tantas certezas, mas também tantas dúvidas... É assim nesta fase de evolução e mudança que se concretiza o desabrochar pleno do desenvolvimento corporal humano e, com ele, na sua expressão mais pura, as paixões e o amor.
Muito se tem pensado, comentado, escrito e discutido sobre o amor desde a mais longínqua antiguidade, elemento de diferenciação de outros tantos seres que habitam o planeta. É o elo que nos confere vida para
além da morte no coração daqueles que um dia amámos e que nos amaram. E, no entanto, o Cupido, filho de Vénus, continua a lançar as suas flechas da paixão e os alvos favoritos são os jovens que vivem o novo florescer deste sentimento único e sem definição possível como um momento que parece apenas durar um segundo. Os amigos ficaram lá atrás... longe, mesmo que estejam sentados na mesa ao lado. Os jovens ficam suspensos num olhar que dura eternamente. Por isso, as paixões na adolescência são inesquecíveis, tempestuosas, trazem o toque da tragédia.
Os jovens vislumbram um mundo em dimensões cósmicas, e lançam-se na mais fascinante aventura da existência e da descoberta dos seus afectos. O amor na adolescência é uma dimensão do ser humano efectivamente marcante e fundamental. É o despertar para uma nova face de si que estava adormecida: o amor e consequentemente a sexualidade. A sexualidade é uma componente fundamental da personalidade, um modo de ser, de se manifestar, de comunicar com os outros, de sentir, de expressar e de viver o amor humano. Portanto ela é parte integrante do desenvolvimento da personalidade.
A adolescência é o lugar do desequilíbrio saudável e da irracionalidade quando se fala de amor, porque neste momento da vida tudo é tão intenso, tudo é tão pleno de sentido que nada parece escapar. Na realidade, nascemos sem saber quem somos e é nos olhos do outro que reconhecemos a nossa existência. Basta por vezes um sorriso, um olhar, uma breve troca de palavras e... pronto... o Cupido volta a fazer das suas e de repente o cinzento do quotidiano transforma-se num mundo colorido, pleno de emoções intensas que chegam de repente.
Para terminar é preciso também alertar para o facto de que, apesar da adolescência ser a idade do amor por
excelência, é também a do risco. O percurso para a autonomia que caracteriza este período é feito de riscos
afectivos. E, por isso, certas manifestações psicopatológicas, como a ansiedade e a depressão podem surgir num contexto de ruptura afectiva.

"Deixemos o Sexo em Paz!"

O Projecto Escola Saudável (PES) da Secundária de Campo Maior organizou mais uma actividade destinada à exploração da temática da sexualidade. Esta iniciativa realizou-se com o apoio da Câmara Municipal de Campo Maior, no Centro Cultural da vila, na manhã de quarta-feira, dia 24 de Fevereiro e abrangeu várias turmas desde o 8º ano de escolaridade ao 11.º ano, incluindo cursos profissionais e ensino regular.
A companhia de teatro "Maria Paulos" apresentou de forma brilhante e humorada, um monólogo em que a actriz encarna 21 personagens diferentes em cima do palco, sempre de forma energética e versátil, que entusiasmou a assistência. A peça tem o sugestivo nome "Deixemos o Sexo em Paz" e é uma adaptação do texto escrito pelo dramaturgo italiano Dario Fo.
Através do riso, mas sem perder o sentido da informação, abordaram-se temas, normalmente delicados e que as pessoas tendem a evitar falar: gravidez na adolescência, aborto, afectos, contracepção, mitos da sexualidade, machismo, a dificuldade de comunicação entre pais e filhos, etc.
No final do espectáculo, todos aplaudiram de pé, manifestando-se agradados e surpreendidos com a dinâmica dada ao tratamento do assunto "sexualidade". Na próxima semana, iremos publicar alguns dos comentários e opiniões maispertinentes dos alunos que assistiram à peça.
É sempre positivo a existência de iniciativas do género na tão nobre vila de Campo Maior, num espaço tão digno e rico, como é o Centro Cultural tão gentilmente cedido pela Câmara Municipal.

NÓS RECOMENDAMOS!
ONDE ESTIVER EM CENA, ASSISTAM!





O IRS contra o CANCRO

Está a chegar a altura em que a larga maioria dos portugueses tem de entregar a sua declaração anual de rendimentos, ou como é hábito dizer-se... "de tratar do IRS". O  IRS é um imposto obrigatório (exceptuando casos especiais de isenção) a todos os cidadãos com rendimentos e incide com uma taxa variável sobre esses mesmos rendimentos. O balanço ou acerto destas contas faz-se, anualmente, a partir de Fevereiro.
Grande parte das despesas com a saúde, desde que comprovadas documentalmente, podem ser usadas como forma de abatimento. Mas há outra forma da saúde e do IRS se relacionarem. Cada contribuinte pode destinar uma pequena parcela do imposto que lhe é cobrado a ajudar instituições que têm o estatuto de Pessoa Colectiva de Utilidade Pública e que têm como finalidade ajudar na promoção da saúde. Assim, conseguimos que também seja o "IRS a tratar da Saúde"!
É simples. No preenchimento da sua declaração anual de rendimentos basta indicar que deseja que uma pequena parte daquele imposto, que era SEMPRE COBRADO PELO ESTADO, reverta a favor de uma instituição cujo número de contribuinte indica. Podem ser associações de dadores benévolos de sangue, associações de apoio a seropositivos, etc. 

No passado dia 15 de Fevereiro foi o Dia Internacional da Criança com Cancro e é uma luta desigual, entre um ser pequeno como é uma criança e um "monstro", como é a doença do cancro.
A título exemplificativo, colocamos aqui um panfleto ilustrativo de como proceder para contribuir para LIGA PORTUGUESA DA LUTA CONTRA O CANCRO, que é uma instituição que muito tem ajudado na luta contra este flagelo, quer no apoio a doentes, quer no tratamento e diagnóstico precoce, bem como, no desenvolvimento de formas de prevenção.

AJUDE. NÃO LHE CUSTA MESMO NADA.
E O SOMATÓRIO DE VÁRIAS PEQUENAS PARCELAS...
DÃO SEMPRE UM GRANDE CONTRIBUTO.

SANGUE - NECESSIDADE URGENTE NOS HOSPITAIS

O Projecto Escola Saudável (PES) tem desenvolvido ao longo da sua existência, várias campanhas relacionadas com a sensibilização para a dádiva de sangue, mas talvez, nunca tenha sentido tanto a necessidade de fazê-lo como agora. Sexta-feira, dia 12 de Fevereiro, quando a maioria pensava na melhor e mais divertida forma de passarem o Carnaval, o jornal "Público" publicou uma notícia que nos deixou deveras preocupados. EXISTE CARÊNCIA DE SANGUE NOS HOSPITAIS PORTUGUESES. OS STOCKS ESTÃO À "BEIRA" DA RUPTURA.

Sabendo que, infelizmente, associado às épocas festivas também aumentam situações de urgência, nomeadamente, devido a um maior número de acidentes rodoviários, esta notícia torna-se muito grave e preocupante. Mas compete-nos a todos nós, cidadãos saudáveis e com mais de 18 anos contrariar esta situação através da dádiva solidária de sangue.

AJUDE A SALVAR VIDAS!
DÊ SANGUE!

A notícia integral do jornal "Público" pode ser lida através do seguinte link:



Não fique indiferente a esta notícia. Sempre que hesita, o tempo escasseia e alguém fica sem a sua ajuda.

 Neste Carnaval, além das brincadeiras, também há coisas sérias...

 Dê sangue e salve vidas!